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CAPÍTULO VII



CAPÍTULO VII

 

Depois de passar metade da noite acordada, Lisa perdeu a hora de se levantar. Eram mais de oito horas quando foi para o chuveiro. Vestiu um biquíni sob a calça comprida e uma túnica de algodão. Olhou-se ao espelho e viu que seus olhos brilhavam. Mal podia esperar para encontrar Brett.

Estava a caminho da porta quando o telefone tocou.

— Dormi demais — ela explicou, certa de que era Brett do outro lado da linha. — Estarei com você em dois minutos.

— É melhor que esteja — ele disse. — A paciência não é uma de minhas virtudes.

— Falta de hábito — ela zombou.

— Devo entender que gosta de deixar um homem a sua espera?

— Fazer os homens esperarem é um privilégio das mulheres.

— Não sou da mesma opinião. Dou-lhe dez minutos.

Ela teria chegado a tempo se não tivesse encontrado Gary no saguão.

— Você não devia estar a bordo do Seajade ontem — ele acusou-a sem cumprimentá-la. — O barco é para uso exclusivo dos hóspedes.

— Fui convidada por um — Lisa informou.

— Isso não vem ao caso. O que acha que os outros funcionários pensam a respeito?

— Não sei. Não perguntei a eles. Brett não pareceu se importar.

— Você pensa que o tem e também a Richard na palma de sua mão. Talvez esteja certa quanto a Richard, mas esqueça Brett. Ele jamais se interessaria seriamente por uma mulher como você.

— E como eu sou? — ela o desafiou. — Poderia me dizer? Gary enrubesceu e resolveu mudar de tática.

— Sou responsável por sua vinda, Lisa. Não quero que algo de mal lhe aconteça.

A mudança brusca desconcertou-a. A resposta que pretendia ser ríspida soou melancólica.

— Se eu sou quem você pensa que sou, por que se preocupa?

— Porque pensei que havia surgido um sentimento especial entre nós quando nos conhecemos em Londres. Por que outro motivo eu teria enfrentado tantos problemas para trazê-la? Você é uma ótima massagista, mas eu certamente encontraria outras mais perto.

Lisa baixou os olhos.

— Se eu lhe dei essa impressão, foi sem querer. Gostei de você, é claro, mas como amigo. Nunca imaginei que...

— Águas passadas — ele interrompeu-a, novamente ríspido. — A propósito, Brett lhe disse que está voltando para Boston amanhã?

Gary se afastou, deixando-a com seus pensamentos. A partida de Brett era esperada. Apenas não se lembrara disso. Faltavam duas semanas para o Natal. Isso significava que não o veria no fim de semana seguinte.

Mas, por que estava triste? Sabia dos riscos que um envolvimento emocional com Brett lhe traria. Ele a queria como deveria querer todas as mulheres que considerava atraentes. Para uma noite ou poucas noites. Ela também sabia que depois que a tivesse,, ele perderia o interesse. Correria esse risco. Nenhum outro homem a fizera sentir como Brett.

Quinze minutos haviam passado até que conseguiu chegar à casa dele. Encontrou-o deitado numa espreguiçadeira com as mãos sob a cabeça.

— Gosta realmente de me fazer esperar, não?

— Gary me deteve. Não foi proposital.

— Fico contente em saber.

Ele se levantou e ficou olhando enquanto ela tirava a túnica e exibia o biquíni azul e branco, o menor que já comprara, embora ainda fosse muito maior do quê o que Andréa usara no dia anterior.

Caminhou até a borda da piscina, segura de si depois de ver a expressão de cobiça e de admiração de Brett. Não costumava mergulhar. Talvez devesse entrar na água pela escada. Mas queria que Brett a visse como boa esportista e saltou.

O mergulho foi suave e perfeito. Quando emergiu, contudo, Brett não estava em parte alguma. De repente sentiu as mãos dele em sua cintura. Essa era a razão do desaparecimento. Ele havia saltado logo atrás dela.

Brett beijou-lhe a nuca e ela estremeceu. Estava ansiosa por um beijo. Não reagiria se ele quisesse lhe fazer amor ali mesmo.

Brett riu e começou a nadar de um lado para o outro.

— É bom você fazer o mesmo — ele aconselhou. — Para fortalecer os músculos.

Ele estava certo. Fora fácil nadar no dia anterior com os pés-de-pato. Poucas braçadas depois, ela estava sem fôlego.

— Somos como a lebre e a tartaruga — Lisa brincou.

— A tartaruga foi a vencedora no final — Brett observou. — Falta-lhe prática apenas. Fique à vontade para usar a piscina.

— Gary não aprovará isso.

— Eu falarei com ele.

Brett saiu da piscina e estendeu a mão para ajudá-la. Ficaram muito próximos por um instante, mas ele não prolongou o contato.

— Há um roupão extra numa das cadeiras. Prefere comer aqui ou lá dentro?

— Aqui.

— É decidida. Gosto disso.

Se ele a tivesse beijado naquele instante, ela se sentiria a mais privilegiada das mulheres. Mas ele não se aproximou.

O roupão que ela colocou era muito menor do que o dele. Próprio para uma mulher. Uma onda de ciúme invadiu-a. Não podia permitir que isso acontecesse. O importante era que Brett queria sua companhia naquele momento.

Ele mesmo preparou o desjejum em sua moderna cozinha. Fritou o bacon e os ovos com eficiência, fez café e torradas. Ela não estava acostumada a comer muito ao acordar, mas o aroma delicioso despertou seu apetite.

— É saudável fazer exercícios pela manhã — disse Brett, enquanto apanhava uma jarra de suco na geladeira e entregava a ela junto com um prato e fazia sinal para que o seguisse.

Sentaram-se a uma mesa sob um guarda-sol e tomaram o melhor desjejum que Lisa havia provado.

— Nunca ingeri tanto colesterol numa só manhã! — ela exclamou, rindo.

Ele sorriu.

— Um pequeno abuso de vez em quando não faz mal. Quer mais uma xícara de café?

— Não, obrigada. Comi demais. Você é um cozinheiro de mão cheia.

— Gosto de me aventurar na cozinha de vez em quando. O que está com vontade de fazer hoje?

— Qualquer coisa.

— Nesse caso, que acha de velejarmos outra vez?

— No Seajade!

— Não. Tenho um barco para meu uso particular.

— Parece ótimo. Poderemos fazer snorkelling?

— Infelizmente só conto com equipamentos de mergulho mais sofisticados no Lindos e requerem treinamento.

— Não faz mal — Lisa respondeu. — Ficarei contente em velejar apenas. Adorei passar o dia de ontem em seu barco.

— Eu também adorei o dia de ontem.

Ele olhou para Lisa de um jeito que a fez corar.

— Você fica linda assim.

— Está me deixando constrangida — Lisa acusou-o.

— Admito, mas não pude me conter. É raro ver uma mulher corada hoje em dia. — De repente, ele se levantou. — Vamos nos preparar?

Como d restante da casa, o banheiro de hóspedes era luxuoso. Havia um box de vidro com chuveiro, uma pia de mármore com um imenso espelho e até um secador de cabelos.

Pelos pequenos ruídos, Lisa adivinhou que Brett estava ao lado. Imaginou-o no banho e teve uma fantasia de estar nos braços dele sob a água. Queria-o demais. Se Brett resolvesse abrir a porta naquele instante, ela estaria pronta para recebê-lo.

Ele não a procurou, é claro. Era um homem sofisticado. Já estava a sua espera, de short branco e camisa esporte azul, quando ela terminou de se arrumar.

— Eu deveria ter vestido shorts também. Se puder esperar alguns minutos, posso me trocar.

— Você está bem assim. No barco, poderá colocar o biquíni outra vez. Eu liguei para o restaurante e pedi que providenciassem nosso almoço. Faremos a refeição a bordo como ontem.

Saíram na Ferrari de Brett por uma estrada sinuosa que dava no ancoradouro dos iates. O Lindos era um modelo de elegância, todo branco. Algo de milionário, ela pensou. Contudo, não era pelo dinheiro que sentia atração, e sim pelo homem.

Ele mesmo dirigiu o iate. Parecia fazer isso com prazer.

— É meu passatempo favorito — Brett disse. — Tenho um pressentimento de que poderia tornar-se o seu também.

— No final do dia, eu lhe direi.

Ela sorriu ao responder. Brett estava olhando para seu rosto de um modo insistente. Seu coração começou a bater mais forte.

— Não mude — ele disse de repente. — Continue natural como é, com seu mau gênio e tudo. Apesar de que não tive do que me queixar hoje.

— Provavelmente porque não disse nem fez nada que me provocasse — ela respondeu. — Mas você tem razão com relação a meu temperamento. Eu preciso aprender a me controlar.

 — Será uma pena. Gosto de nossas discussões.

— Para variar?

— Está querendo dizer que as outras mulheres concordam

comigo? Talvez esteja certa.

— Não é o caso de Andréa Gordon?

— Andréa tem a cabeça feita.

— Claro que sim — Lisa apressou-se a concordar. Não devia ter tocado no nome da outra. — Ela parece muito segura de si.

— E é. Logo poderemos ver o Atlantis.

Lisa percebeu que Brett havia mudado de assunto de propósito. Seu relacionamento com Andréa não estava aberto a debates. Ele não poderia ter sido mais claro.

— O Atlantis!

— Um submarino construído especialmente para transportar os passageiros que querem ver o fundo do mar e os recifes sem se molharem. A capacidade é de quarenta e seis pessoas por viagem, mais três tripulantes. É de grande valor para aqueles que não teriam oportunidade de ver a vida marinha de outra maneira.

Como seria o caso dela se Richard não a tivesse convidado para acompanhá-lo no dia anterior, Lisa pensou.

Sem saber o porquê, Lisa se lembrou dos pais e de seu esquecimento em telefonar para casa.

— Minha mãe! Ela deve estar preocupada com a falta de notícias!

Brett sorriu.

— As mães são todas iguais. A minha era.

— Era? — Lisa indagou baixinho.

— Faleceu há muitos anos.

— Sinto muito. E seu pai?

— Tornou a se casar. E o seu, o que faz?

— E pastor protestante — Lisa respondeu com relutância. Brett olhou-a de esguelha.

— O que há de errado? Lisa ergueu o ombro.

— Não gosto dos comentários que as pessoas costumam fazer quando descobrem que sou filha de um vigário.

— Acha que sou igual aos outros? — Ele balançou a cabeça. — Não vejo nada de incomum nisso. Como seus pais se sentiram com sua mudança para cá?

— Gostariam que eu continuasse perto deles, mas entenderam que esta seria uma boa oportunidade para eu conhecer um pouco mais o mundo.

— Então eles não ficariam zangados ou aborrecidos se você continuasse aqui?

— Acho que não. Por falar nisso, você ainda insiste que eu cumpra o período total de experiência?

— Já disse o que penso. Seu maiô já deve estar seco. Lisa entendeu que não deveria forçar a situação. Entrou na cabine para se trocar. Quando voltou para junto de Brett, viu que ele também estava de maio. E o iate estava se aproximando de uma pequena ilha que parecia deserta.

— Que tal nadarmos um pouco antes do almoço?

Ela tornou a saltar de cabeça e mais uma vez foi bem-sucedida. Queria impressionar Brett de todas as maneiras. Mas, ao contrário do que ela esperava, ou queria, ele apenas se manteve a seu lado e nadou.

— Vá devagar — alertou-a quando percebeu que Lisa estava tentando aumentar o ritmo. — É fácil distender os músculos que não estão habituados a exercícios. Use a piscina para entrar em forma, gradativamente.

Mais uma vez, Brett estava certo. Sentira dores musculares durante a noite. Se abusasse, poderia comprometer seu trabalho.

Almoçaram no deque. O cardápio estava delicioso. Carnes frias, saladas, pães crocantes, queijos e frutas variadas. Para beber, um vinho suave. A única nuvem no horizonte de Lisa era a iminente partida de Brett.

— A que horas será o vôo amanhã?

— Cedo. Tenho uma reunião às três.

— Será uma correria — disse, sem saber o que comentar. Estavam deitados em colchões de plástico sob um pequeno toldo que os protegia do sol.

— Estou acostumado. Terei várias reuniões durante a semana, mas estarei de volta no sábado.

Lisa sentiu-se emocionada com a notícia, mas a prudência a fez manter silêncio.

— Vocês usam aviões como os outros usam ônibus. Ele achou graça da comparação.

— Vocês?

— Os americanos — ela acrescentou. — Sei que você é inglês, mas comporta-se como eles.

— Naturalizei-me americano há três anos. Será que fez diferença?

— O que fez diferença foi seu modo de vida. Está aqui há tanto tempo que não entendo por que não perdeu o sotaque britânico.

— Não é fácil. Além disso, não quero perdê-lo. — Brett esticou os braços e movimentou os ombros. — Acho que não estou tão em forma quanto pensava.

— Não é preciso estar fora de forma para distender um músculo. Veja os atletas. Eles se exercitam à exaustão e de vez em quando se machucam. Quer uma massagem?

— Boa idéia. — Brett deitou-se de bruços. — Coloco-me em suas habilidosas mãos.

Lisa dispôs-se a tratá-lo como uma profissional. O problema era que sua força de vontade não era tão grande quanto desejaria.

— Sente-se melhor? — perguntou algum tempo depois.

— Um pouco — Brett respondeu sem mover a cabeça. — Não pare. Dê o tratamento completo como da outra vez.

Lisa prosseguiu. Estava excitada por ter Brett em suas mãos.

Ele era dono de um corpo de proporções perfeitas, com a pele profundamente bronzeada. O que ela tanto esperava, aconteceria a qualquer momento. Sentia isso em seu íntimo.

Quando Brett se virou de costas, ela soube que seus pensamentos estavam em sintonia. Ele ergueu os braços, segurou seu rosto nas mãos e beijou-a com uma paixão que provocou uma resposta instantânea. Deitada junto ao corpo másculo, Lisa sentiu a força do desejo de Brett em suas coxas. Moveu-se instintivamente para mais perto. Estremeceu ao sentir as mãos ágeis sob seu biquíni.

A sensação foi incrível. Mergulhou o rosto no peito dele e beijou a pele salgada e úmida. Queria-o muito. Queria senti-lo por inteiro.

Num movimento rápido, Brett se colocou por cima dela e beijou-a. O tempo deixou de existir. Tudo o que sentia era a t>oca, a língua e as mãos de Brett em seu corpo. Movia-se contra ele com sensualidade, sem reservas.

— Você é linda, Lisa — ele murmurou, rouco.

Um instante depois, despiu-a. E antes de continuar acariciando-a, olhou-a sem pudor.

Os beijos em seus seios pareciam de fogo. Eram uma tortura que ela não queria que terminasse.

Sem que pudesse dizer em que momento isso acontecera, Brett também estava nu e penetrando-a. Ela abraçou-o com as pernas. Esperara por isso durante toda sua vida. Agora sabia. Brett era o único homem que queria, o único a quem daria seu amor.

No início ele foi delicado, lento, mas o ritmo aumentou com o domínio.da paixão. Mal conseguiam respirar. Os dois. Ela gritou de êxtase. Alguns segundos depois, com o corpo sacudido pelo mesmo delicioso espasmo, Brett gemeu alto.

O sol estava seguindo para o oeste quando o mundo finalmente parou de girar. Deitada, nos braços de Brett, Lisa pensou que nunca se sentira tão feliz.

Richard estava certo. Ela estava apaixonada por Brett. Apaixonara-se por ele desde o primeiro instante. O amor era assim. Não obedecia à razão nem ao bom senso.

Ela sabia que não era correspondida. Também sabia que Brett perderia o interesse rapidamente agora que a possuíra. Mas não queria pensar nisso agora. Sofreria apenas quando chegasse o momento.

— Você é uma caixinha de surpresas, sabia?

— Pensei que você estava dormindo — ela respondeu com um sorriso. — Sou uma caixinha de surpresas em que sentido?

— Em todos. As inglesas costumam ser frias.

— Se os ingleses forem frios com elas! — Lisa caçoou.

— Fala a voz da experiência?

— Repito o que os outros dizem. Não faço do que aconteceu um hábito.

— Então eu fui um caso especial? — Brett provocou-a.

— Irresistível!

— Você é mais — ele murmurou ao mesmo tempo que afastava uma mecha de cabelos do rosto de Lisa.

— Não fui tão irresistível a outra noite — ela o lembrou.

— Foi. Se não tivesse sido, eu não teria passado a noite em claro.

— Deve ter sido uma noite difícil.

— Os dias que se seguiram também. Precisei driblar minha agenda para conseguir voltar a St. Thomas este fim de semana. — Fez uma pausa. — Mas valeu a pena.

— Voltou por mim?

— Por quem mais? Só participei do cruzeiro no Seajade porque vi seu nome na lista.

— Mas levou Andréa como acompanhante.

— Foi inevitável. Sentiu ciúme?

Lisa procurou não demonstrar que ele havia acertado em cheio.

— Não tenho motivos para sentir ciúme de você.

— Mas não gosta de Andréa.

Foi uma declaração, não uma pergunta, mas ela se sentiu na obrigação de responder.

— Não temos muito em comum.

— Creio que não. — Brett segurou-lhe o queixo e depois acariciou a face até o lóbulo da orelha. — Já se apaixonou alguma vez?

Lisa fechou os olhos de prazer.

— Uma vez pensei que sim.

— Pensou?

— Depois descobri que estava enganada.

— Como se sentiu o homem em questão?

— Acho que seu orgulho sofreu mais do que seu coração.

— Mas não tem certeza.

— Não. Foi há mais de um ano.

— Não teve mais ninguém depois?

— Ninguém importante. E você?

— Nada sério.

— Por isso não se casou?

— Acho que é preciso mais do que amor para um casamento dar certo.

— Mas é um elemento essencial.

— Desejável. Sempre considerei a compatibilidade o elemento principal.

— Não é o mesmo?

— Muitos cometem esse erro e acabam divorciados. Se um dia. eu resolver me casar, não quero que isso aconteça.

Seria essa a forma que ele escolhera para destruir as esperanças que ela poderia estar alimentando?

— Tenho certeza de que você não cometerá nenhum erro. — Procurou o biquíni com os olhos. — Não está na hora de voltarmos?

— Ainda não. — Tornou a rolar para cima dela. — Nós mal começamos.

Lisa viu o brilho do desejo nos olhos cinzentos. Estava pronta para se submeter outra vez. Estava disposta a pagar o preço depois. No momento tudo o que importava era ficar com Brett.

Chegaram ao atracadouro quando o sol estava começando a se pôr. O trajeto de volta para o hotel foi maravilhoso sob um céu flamejante. Lisa esforçou-se para continuar alegre. A semana custaria a passar. Por mais que gostasse de seu emprego, não conseguiria tirar Brett de seus pensamentos nem por um minuto sequer.

Talvez fosse melhor deixar St. Thomas por sua livre e espontânea vontade, por mais difícil que fosse. Sabia das limitações de seu relacionamento. Brett estava interessado por ela no momento, mas até quando isso duraria? Se ele realmente a quisesse em seu hotel, não estaria adiando sua efetivação.

— Você está cansada?

Lisa forçou um sorriso.

— Estou pensando, apenas.

Ele retribuiu o sorriso, mas de uma forma enigmática.

— Foi um dia e tanto. Quer jantar comigo? Poderíamos ir a algum restaurante.

A tentação venceu-a mais uma vez.

— Preciso me arrumar.

— É claro. Eu também. Tomaremos um banho e nos veremos novamente às oito. Irei buscá-la. Combinado?

— Combinado.

Ela preferiria passar a noite sozinha com Brett em sua casa, mas não disse nada. Talvez ele a convidasse para subir após o jantar.

 

 



  

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