Хелпикс

Главная

Контакты

Случайная статья





CAPÍTULO XI



CAPÍTULO XI

 

Quando Elizabeth voltou a si estava deitada num confortável sofá, numa sala que não conhecia. Era um ambiente amplo, coro móveis no estilo vitoriano.

Sentou-se devagar e, aos poucos, as lembranças das últimas palavras que ouvira foram ficando vivas em sua mente e se sentiu envergonhada por ter desmaiado, justamente na frente de Alex.

__Relaxe — Mallory disse, aproximando-se e obrigando-a

a continuar deitada. — Alex trouxe-a para cá e, depois de se certificar de que estaria bem, foi se fazer mais apresentável. Agora, que tal aquela xícara de chá?

— Quero só um pouco de água, por favor. Não quero ser nenhum transtorno.

— Não pode dizer isso! Nós todos estávamos rezando para que aparecesse logo, antes que Alex cometesse uma loucura.

— Não está falando sério...

— Pode acreditar no que digo. Tem alguma noção do pro­blema que causou? — perguntou, diminuindo o tom de voz.

— Pode deixar, Mallory. Eu converso com ela, agora.

A voz de Alex soara firme, mas não havia tom de ameaça.

— Precisa de mais alguma coisa, sr. Thiarchos? — pergun­tou Mallory, pondo-se de pé.

— Por enquanto, não. Mais tarde, talvez, o jantar. Obrigado, Mallory.

A porta se fechou e Elizabeth olhou para Alex.

— Você está bem? Não queria deixá-la tão nervosa a ponto de passar mal.

— Eu sei. Mas eu não deveria ter vindo... sem avisá-lo. Foi minha culpa.

Alex balançou a cabeça.

— Não seja boba. Eu me comportei como um ignorante. Não tenho desculpas, exceto que me sinto deprimido de uns tempos para cá. Mas não deveria ter descontado minha frus­tração em cima de você.

— Não, mesmo? De acordo com o que Mallory me disse, é por minha causa que você está assim.

Alex deu um logo suspiro, resignado.

— Mallory devia ficar com a boca fechada. Além do mais, ele não sabe de nada. E um problema meu.

Elizabeth olhou-o profundamente, percebendo que havia algo de diferente em seu rosto. Ele estava barbeado e tomara banho, pois os cabelos molhados insistiam em cair-lhe na testa. O cheiro agradável de perfume exalava por toda a sala, dando uma sensação de tranqüilidade ao ambiente.

Estava claro que Alex tentava esconder seus verdadeiros sen­timentos de Elizabeth. Num ímpeto, ela levantou-se, aproximou-se dele e começou a passar a ponta dos dedos pelo seu rosto.

A reação de Alex foi imediata. Pegou a mão dela e levou-a à boca, beijando-a com delicadeza.

— Alex, faria alguma diferença se eu dissesse que não estava me escondendo de você? — Elizabeth indagou, olhando-o bem no fundo dos olhos.

— Não minta para mim, Beth.

— Não estou mentindo. Quando Linda e eu voltamos da Grécia, voltei para minha casa em Sullem Cross. Ela deve ter falado isso para você. Eu ainda estava lá quando Linda me procurou para dizer que havia passado nos exames finais. Foi quando ela me disse que você já voltara para Londres.

— E ela lhe contou sobre a briga que tive com meu pai?

— Não naquele dia.

— Foram dias realmente muito difíceis para mim.

— Eu sei.

— Sabe?

— Sim.

— Mas, mesmo assim, não esperou por mim. — Esperar por você? Alex, você nunca me pediu para es­perar por você!

Ele fechou os olhos como se não conseguisse mais olhar para ela, mas suas palavras foram cheias de dor e ressentimento.

— Eu não pedi? Meu Deus, que mais eu deveria fazer, depois de ter lhe dito de várias maneiras como eu me sentia em relação a você?

— Você disse... que me queria... Alex abriu os olhos e agora havia neles desespero e ansiedade.

— E isto não foi suficiente para você?

— Mas você nunca disse... que me amava — ela balbuciou, sentindo os olhos úmidos.

— E você teria acreditado? Beth, nós não nos conhecíamos muito bem e nosso primeiro encontro... bem... não foi o que se pode chamar de convencional. Eu queria que você me co­nhecesse melhor. Por isso procurei-a depois... do que houve. Não é possível que acredite que gastei dois meses de minha vida e uma pequena fortuna tentando encontrá-la, só porque queria fazer sexo com você de novo!

Elizabeth tremia incontrolavelmente.

— Mas... você não veio! E eu o esperei duas semanas!

— Duas?! Meu Deus, eu não sabia que havia um limite. Eu realmente pensei que tivesse todo o tempo do mundo. Além do mais, precisava de tempo para organizar tudo por aqui.

— Pensei que nunca mais iríamos nos encontrar — ela disse, com um traço de tristeza nos olhos.

— E você se importou com isso? — ele indagou.

— E claro que sim! — Elizabeth olhou-o com carinho. — Oh, Alex, eu queria desesperadamente ver você. E quando vim aqui hoje...

Alex beijou-a, dessa vez diferente. Sua língua procurava pela dela com carinho.

— Hoje... — disse ele, entre os beijos — você conheceu um homem em seu último dia de sofrimento, Um homem que não quis acreditar no que via à sua frente. Oh, querida, eu não queria acreditar que você tinha vindo por um outro motivo. Não se esqueça de que eu tive que persuadi-la a ir comigo à Grécia.

— Oh, Alex!

— E, tenho que admitir, não fiquei totalmente imune ao veneno de meu pai.

— Seu pai?

— Sim. No fim de nossa discussão, ele disse que uma mulher como você não iria querer outra coisa a não ser casar comigo. Você era muito inteligente, muito ambiciosa. E por isso que, quando percebi que tinha desaparecido, perdi todas as esperanças.

— Alex! Seu pai está totalmente errado! Eu te amo, Alex.

— Eu também — ele declarou. — O que quer que aconteça agora, nunca mais vou deixá-la partir.

Mas, será que ele a perdoaria?, Elizabeth perguntou-se de­pois, deitada ao lado de Alex. Ficou apoiada no cotovelo, olhando-o dormir, tranqüilo. Aquela visão deixou-a emocionada ao perceber que, enquanto dormia, aquelas linhas do rosto dele, que tão bem conhecia, estavam mais relaxadas.

Sabia que era a responsável por fazê-lo dormir como havia tanto tempo não fazia. Ele dissera que começara a beber devido à falta de sono. Mas uma coisa levara à outra e a depressão crescera e tomara conta de sua vida.

Agora, ela estava preocupada, pois não sabia como lhe con­tar sobre o bebê. Queria ter lhe contado antes que fizessem amor mas...

Alex a levara para o quarto no colo, beijando-a desesperadamente, e a colocara sobre sua cama. Durante todo o tempo em que faziam amor, ele não se cansou de dizer que a amava.

— Eu dormi muito? — Alex perguntou, de repente, acordando.

— Não muito — ela respondeu, beijando-lhe os lábios e se levantando. — Como se sente? Ainda muito cansado?

— Cansado, sim. Mas me sinto maravilhosamente bem! — ele disse, se espreguiçando. — Venha cá e eu lhe provarei.

Mas Elizabeth resistiu aos apelos de Alex para que se dei­tasse novamente. Em vez disso, sentou-se na cabeceira da cama, olhando-o séria.

— Venha aqui — Alex pediu novamente, sua voz denotando uma profunda paixão.

— Precisamos conversar, Alex — ela disse, firme. — Há uma coisa que preciso lhe contar. A verdadeira... razão que me trouxe até aqui.

— A verdadeira razão? Pensei que tivesse vindo porque queria me ver — ele falou, sentando-se ao lado dela.

— Também por isso. Mas há algo mais que precisa saber, antes de seguirmos adiante.

— O que quer dizer com isso? Por favor, Beth, não faça suspense. Se é alguma coisa com meu pai...

— Não, não é. Só diz respeito a mim e a você... a mais ninguém. Mas acho que vai ficar irritado quando souber.

— Vamos, Beth, o que é? Pelo amor de Deus... — Bem... eu... Oh, céus... Eu... estou grávida! Queria ter lhe contado com mais calma, mas você fica me apressando...

— Está falando sério?

— Bem... eu não brincaria com uma coisa desta, não é?

— Meu Deus! — Alex gritou, levantando-se. — Você está dizendo que vai ter um filho? Meu filho? Oh, Beth, e por que eu ficaria irritado com uma coisa dessa?

— Você... está contente?

— O que acha? — ele indagou, apertando-a nos braços. -- É claro que estou contente! Ou melhor... estou extasiado!

Elizabeth esboçou um sorriso.

— Você não vai ficar, quando souber de toda a história, Alex — ela murmurou, baixando os olhos.

— Por quê? Não está feliz? Oh, não, isto vai interferir no seu trabalho, não é? — Alex perguntou, frustrado. — Mas deve haver um jeito de arranjarmos isto...

— Não!

— Não?

— Quero dizer... não há problema algum... pelo menos para mim. Alex, o que preciso lhe dizer é que... eu queria um filho... seu filho... mesmo antes de saber o quanto eu o desejava.

Alex piscou, sem entender o que ela dissera.

Meu filho... Você queria um filho meu?!

— Sim.

— Deixe-me ver se entendi direito: você iria ter esse bebê, mesmo se eu não ficasse sabendo?

— Sim, é isso mesmo.

— Eu... eu não entendo.

— É uma longa história — ela afirmou. — Aquela noite em que nos encontramos... na festa do seu sobrinho...

— Foi lá que você...

— Alex, por favor, não me interrompa. Não está sendo fácil para mim.

— Sei, mas foi lá? Meu Deus, eu passei dias tentando pensar numa explicação lógica... por que tinha agido daquela maneira. Nunca poderia pensar que estava apenas procurando alguém para fazer suas experiências sexuais.

— Eu não estava! — Elizabeth gritou, sentindo o rosto quente. — Eu sempre quis ter um bebê e... quando vi sua foto em uma revista... Você pode não acreditar, mas... acho que me apaixonei por você. Quando o vi na festa...

— Mas... por que faria uma coisa dessa? Uma mulher bonita como você... Tenho certeza de que existe uma dúzia de rapazes que ficariam honrados em ter o privilégio de ser seu marido.

— Bem... talvez... — ela hesitou. — Mas eu não queria um marido... Só queria um filho.

— Por quê?

— Bem... as mulheres da minha família nunca foram bem-sucedidas em seus relacionamentos — ela murmurou, enver­gonhada. — E, até conhecê-lo, não havia conhecido nenhum homem por quem me interessasse e... bem... que quisesse ter um relacionamento mais íntimo.

— Beth, você não achou que eu ficaria louco quando soubesse?

— Sim...

— Eu fiquei desesperado. Não ficaria se eu fizesse isso com você? Eu me senti responsável...

— Responsável?

— Sim. Beth, você nunca tinha... bem... estado com um homem, antes. Como acha que eu me senti?

— Bem... creio que não fui muito convincente como sedu­tora, não é?

— Eu não diria isso. Eu não quis encontrá-la só porque havia me feito de bobo... E você sabe disso.

— É verdade?

— Sabe que sim, Beth.

— Fico feliz que tenha me encontrado.

— Eu também. — Alex olhou-a profundamente. Só então teve consciência de que ambos ainda estava nus. — Mas você . não ficou muito feliz quando fui à casa de Linda.

— Eu estava com medo — ela disse na defensiva. — Pensei que quando soubesse que eu iria lhe dar um filho... bem, fosse tirá-lo de mim.

— É esta a opinião que tem sobre o pai de seu filho?

— Bem... você é um Thiarchos...

— E daí?

— Bem... homens como você não querem se envolver com mulheres como eu.

— Não?

— Não... normalmente — ela admitiu, sorrindo. — Você me perdoa?

— Perdoá-la?

— Por não lhe ter contado antes.

— Mas você iria me contar hoje, não é?

— Sim.

— Mesmo pensando que eu não a queria?

—Sim.

— Por quê?

— Eu estava tão preocupada com você — ela disse, aproxi­mando-se. — Quando Linda me contou como você estava, fiquei desesperada. Tinha que fazer alguma coisa para fazer você voltar a viver. Mesmo que isso significasse... perder meu bebê...

— Oh, Beth!

Ele a beijou apaixonadamente e a colocou de volta na cama.

— E eu pensava que você não me queria. Se você estivesse na sua casa antiga, quando fui lhe procurar... Teríamos nos poupado muitas preocupações e sofrimentos inúteis.

— É verdade. Mas eu precisava ir embora, pois a barriga logo começaria a aparecer e as pessoas fariam perguntas em­baraçosas. Também receava que Linda me procurasse...

— Francamente, não estou preocupado com o que ela possa pensar ou deixar de pensar. Só me interessa o que você pensa. A propósito, quando vou ser pai? — Alex perguntou, reco­meçando o jogo sensual do amor.

— Alex! — Elizabeth gritou, no meio da madrugada. — Alex... acho... que está na hora...

Ele, ainda meio dormindo, levantou-se e de repente entendeu o que a esposa tinha dito.

— É mesmo? Meu Deus, e agora?— Começou a andar de um lado para outro, em completo desespero. — Beth, você está bem? Precisa de alguma coisa? Está doendo?

— Alex, quer parar um pouco? Me ajude a vestir a roupa — Elizabeth pediu, beijando-o.

— E uma menina! — Alex disse ao entrar no quarto de Elizabeth. — Ela é linda e se parece muito com você.

— Oh, Alex, você a viu?

— Sim, querida. Está tudo bem, não se preocupe. Fique tranqüila. — Alex acariciou seus cabelos. — Eu te amo muito.

— Eu também, Alex. Está feliz?

— Sim — respondeu, cabisbaixo.

— O que foi?

— Bem... meu pai está aí fora.

— E?

— Ele... quer vê-la e à menina.

— E o que acha que devemos fazer?

— Não sei.

— Alex, querido, já está na hora de vocês se entenderem.

— Acha mesmo?

— Sim. Ele já pagou por tudo o que fez nestes meses em que não o vimos. Dê a ele uma chance.

— É o que também desejo.

— Oh, Alex, você é um amor. Você vai ver, tudo vai dar certo.

— Sim, tenho certeza. Alex estava brincando com a pequena Alexa. Após alguns minutos, entregou o bebê a Linda.

— Pode cuidar dela, enquanto procuro por Beth?

— Sim, claro. Alex entrou no quarto e encontrou a esposa. Imediatamente, agarrou-a pela cintura e beijou-a no pescoço.

— Nick me contou que papai está louco para vir aqui ver a neta — disse, entre beijos.

— E mesmo? E como se sente sobre isso? — ela indagou, beijando o peito másculo.

— Não sei. Como você, eu acho que a vida tem que con­tinuar. Nunca saberemos o que realmente Tony pensava. Afi­nal, ele sempre foi um adolescente rebelde e fez o que quis de sua vida.

— Até mesmo estudar na Inglaterra?

— Sim... e muitas outras coisas.

— Assim como... as drogas?

— Sim. O que acha? Devemos permitir que meu pai venha até nossa casa?

— Se é isso o que quer... Nós não precisamos ter medo dele. Ele também perdeu uma coisa preciosa.

— Vou dizer-lhe que você me convenceu a perdoá-lo — ele declarou. — Você é muito boa em persuadir as pessoas.

— Você também não é mau nisso... Eles se beijaram com paixão.

— Não acha que está muito quente aqui? — Elizabeth per­guntou, arquejante.

— Nossa cama deve estar mais fresca... Mas eu conheço um jeito de deixá-la pegando fogo...

 



  

© helpiks.su При использовании или копировании материалов прямая ссылка на сайт обязательна.