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CAPITULO IX



CAPITULO IX

Elizabeth acordou no dia seguinte com a boca seca e uma terrível dor de cabeça. Parecia que linha dormido por longas horas, mas, ao olhar o relógio de cabeceira, percebeu que não era verdade. Eram quase oito horas c. pelo que se lembrava, não tinha ido se deitar antes das quatro da madrugada.

E, no momento em que se sentou na imensa cama em estilo grego, lembrou-se de tudo o que havia acontecido na noite anterior. Levantou-se e caminhou pesadamente para o banheiro.

Lavou o rosto com vigor e balançou a cabeça, desesperada.

— Meu Deus! — murmurou, olhando-se no espelho. — O que fiz?

Abriu o chuveiro e entrou, só saindo de lá depois de um tempo que pareceu uma eternidade.

Será que os excessos da noite anterior prejudicariam seu bebê?, perguntou-se, visivelmente preocupada, enquanto se enxugava. De repente, sentiu uma forte contração no estômago, no exato instante em que chegou à pia, vomitou.

Sentiu a preocupação crescer, pois havia vários dias que aquilo não acontecia. Não, não há nada de errado. É muito normal em mulheres grávidas, tentou se convencer. Enrolou-se novamente na toalha e lembrou-se de Alex, que pedira para acompanhá-la até seu quarto. A simples idéia de fazer amor com ele naquela imensa cama deixou-a excitada novamente.

Tinha sido maravilhoso amarem-se ao luar e em seguida dar um mergulho juntos.

— O que Linda diria se soubesse disso? — ela perguntara, quando saíram da água de mãos dadas.

— Não se preocupe com ela — Alex dissera.

Elizabeth escolheu uma roupa bem confortável e fresca e, no momento em que penteava os cabelos, escutou alguém batendo à porta.

Deus, será Alex? O que faria se ele pensasse que, devido à noite anterior, passara a ter o direito de ir a qualquer hora ao seu quarto?

Ela precisava de tempo para pensar, antes que encontrasse! Alex novamente. Precisava assimilar o que havia feito e descobrir o que faria dali para a frente.

— Beth? Você está aí? — A voz de Linda despertou-a de seus pensamentos.

— Sim, estou aqui — ela gritou, indo abrir a porta. — Bom dia, Linda. Levantou cedo, não?

— Sim. Não consegui dormir direito, por isso me levantei cedo e fui andar um pouco por aí. Você sabia que há uma piscina aqui? O sr. Thiarchos estava lá... o pai de Tony, e, quando me viu, me convidou para nadar com ele. Há uma infinidade de maiôs no vestiário! Mas não consegui encontrar um creme para os cabelos, por isso eles estão assim, ressecados.

— Entendo... — Elizabeth sentiu um desconforto ao ouvir Linda contar sobre Alex e ela na piscina. Mas não. estava com ciúme. — Ele também deve estar acostumado a se levantar cedo.

— Sim, acho que sim. Você... dormiu bem? — Linda per­guntou.

— Sim, muito bem — ela respondeu, sentindo o rosto ficar ruborizado. O que estava acontecendo com ela? Ficando corada naquela idade e, ainda mais, por ter dito uma mentirinha a Linda?

— Tem certeza? Parece estar com febre!

— E claro que não. Fiquei muito tempo no chuveiro... a Água quente...

— Entendo... Ainda bem, pois o sr. Thiarchos nos convidou paia passear pela redondeza. Há templos, vilas e plantações de uvas que valem a pena visitar.

— Tenho certeza de que você vai adorar cada lugar. Esta é uma das regiões mais encantadores de toda a Grécia e, naturalmente, o sr. Thiarchos conhece tudo como a palma da própria mão. Ele... ele me disse... ontem à noite, no jantar, que passou toda a juventude neste lugar.

— Sim, eu sei — Linda concordou. — E você ouviu o pai dele dizer que Tony nasceu aqui, também. Ele era filho único. Deve ser triste, não?

— Acho que sim — Elizabeth respondeu, desviando o olhar de Linda. — A que horas vai sair?

Você também vai junto, não é?

— Oh, não, Linda. É muita bondade de sua parte pensar em mim, mas, como você mesma disse ontem, eu só estou aqui para fazer-lhe companhia. Não precisa se preocupar em me distrair. Na verdade, prefiro ficar e ir... à praia. — Aquele era o último lugar a que Elizabeth iria, mas Linda nunca saberia.

— E agora, se me der licença, vou arrumar minha sacola — completou, dando o assunto por encerrado.

— Espere! — Linda gritou, ao notar que Elizabeth havia virado as costas e caminhava na direção do guarda-roupas. — Nobre ontem... à noite... Eu não queria dizer aquilo. Acho que bebê vinho demais... É óbvio que tem direito de ter sua própria opinião... E estou muito agradecida por ter vindo... comigo.

— Linda...

— Por isso é que precisa ir conosco esta manhã.

— Não acredito.

— Você deve. — Linda olhou-a, desesperada. — O sr. Thiarchos foi muito insistente em afirmar que você deveria vir conosco. Acho... acho que ele gosta... de você. Fez-me uma porção de perguntas sobre sua vida.

— Verdade? — Elizabeth quase não cabia em si de con­tentamento, mas não podia deixar Linda perceber. — Parece que isso não faz muito sentido.

— Não seja boba, Beth! Ele só estava interessado no seu trabalho, e no que faz nas horas livres. Disse a ele como você é perfeita no que faz e que no próximo ano está pensando em escrever um livro. Ele ficou realmente interessado nisso.

Elizabeth sentiu o rosto ficar completamente corado nova­mente. Meu Deus, ela pensou, acho que vou desmaiar. Não, não posso! E se Alex resolver chamar um médico?

— Tem certeza de que está se sentindo bem, Beth? Linda olhava-a preocupada e Elizabeth percebeu que o rosto

da garota ficava cada vez mais distante. Respirou profunda­mente e, num esforço supremo, conseguiu dizer:

— Agradeça... ao sr. Thiarchos pelo... convite. Diga que os encontro em poucos minutos. Vou terminar de me arrumar.

A bandeja com o café tinha sido colocada em cima da mesinha, enquanto Elizabeth estava no banho. Ela sentou-se e começou a devorar tudo o que havia: café com creme, pões caseiros, manteiga, geléia e uma jarra de suco de laranja. Para alguém que havia vivido nos últimos anos à base de torradas e café, ela percebeu que seu apetite era enorme.

Quando a bandeja ficou completamente vazia, arrependeu-se por ter comido. E se o velho Constantine perguntasse aos em­pregados sobre seus hábitos matinais?

Decidiu que não iria mais sair. Ficaria o dia inteiro no quarto, só para evitar encontrar-se com o pai de Alex.

Mas, após quinze minutos, sentiu-se desesperar. O dia estava lindo e o sol quente entrava pelas janelas.

Mudou de idéia e rapidamente calçou a sandália e saiu do quarto. Desceu as escadas e, ao chegar ao hall, teve de admitir que estava decepcionada por não encontrar Alex ali, à sua espera.

— Ah, kalimera, srta. Haley — disse Constantine Thiarchos. Como se sente esta manhã?

— Muito bem, obrigada. Vai ser um lindo dia, não é? — perguntou, aproximando-se. — Este lugar é maravilhoso — comentou, olhando as imensas árvores que circundavam a casa.

— Fico contente que tenha gostado. — Constantine estava vestido informalmente, todo de branco. Seria um esforço para negar o lado obscuro de sua personalidade? — Dormiu bem esta noite?

— Sim... muito bem. Meu quarto é muito confortável.

— É mesmo? — Elizabeth teve a sensação de que ele ficara sabendo de tudo. — Não acha muito quente e impessoal?

— Não... não. — Apesar de ter respondido prontamente, ela notou que o velho não acreditara. — Mas não consegui dormir logo.

— E por quê? Alguma coisa a desagrada?

— Não, não é isso. Mas no instante em que coloquei a cabeça no travesseiro, tive insônia.

— Entendo... Que tal pedir para um dos empregados mostrar-lhe toda a propriedade? Há escadas que levam até a praia, muito tranqüila, pois é privativa, sabia?

Naquele instante Elizabeth soube que o velho grego a tinha visto andando na noite passada. Provavelmente, também sabia onde tinha ido. Oh, céus!, pensou, desesperada. Será que man­dara os seguranças vigiarem-na constantemente?

Ela teve vontade de dizer alguma coisa, mas o quê? Precisava quebrar aquele silêncio constrangedor que havia caído .obre eles.

— Obrigada — disse, polidamente.

— Sei que meu filho vai levar você e Linda para um passeio esta manhã — Constantine falou, depois de um momento. — Perdoe-me, mas não acha que seria melhor se ele ficasse algum tempo a sós com a nora? Eu mesmo me ofereceria para mos­trar-lhe tudo o que quisesse, mas, infelizmente, preciso ir a Atenas. Mesmo assim, tudo aqui estará à sua inteira disposição.

— Eu já havia recusado o passeio, mas Linda me disse que ele faz questão de minha companhia.

— Entendo... Alex sabe ser... indiscreto, às vezes, srta. Ha­ley. Ele nunca pensa duas vezes antes de falar ou agir. Tenho certeza de que se a senhorita for insistente, vai convencê-lo a ir sozinho com Linda.

— Eu... — As palavras morreram em sua garganta. Como poderia competir com um homem que sabia perfeitamente como manipular as pessoas, para que elas fizessem exatamente o que queria? — Linda... ela não vai sem mim.

— Tenho certeza de que ela vai fazer exatamente o que você sugerir.

Antes que Elizabeth pudesse responder-lhe, viu Alex sé aproximando.

— Alex, eu estava justamente dizendo à nossa convidada que ela deveria conhecer nossa propriedade. Sabia que temos uma piscina, srta. Haley? E quadras de tênis, também. Talvez consiga convencer meu secretário, Spiro, a jogar uma partida com você.

— Eu sei muito bem o que estava dizendo a ela, papai. — A voz de Alex soou fria. — Acho que preciso esclarecer uma coisa: Elizabeth é minha convidada, não sua.

— Mas esta é a minha casa! — o velho retrucou, depois de proferir alguma coisa em grego.

Decidida a não participar de uma discussão que, com certeza, iria começar, Elizabeth virou-se para se retirar, mas Alex in­terrompeu-a:

— Fique! — E, virando-se para o pai, gritou: — Fale em inglês, papai. Beth só fala um pouco de grego, mas... — olhou-a novamente — ela irá aprender. Eu mesmo vou ensiná-la.

Constantine disse alguma coisa incompreensível e, como não sabia perder, disse finalmente:

— Está sendo um tolo, aghori! Um erro só não é suficiente para você?

— Evidentemente que não! — Alex retorquiu. — Assim como você, papai, eu não desisto de nada.

Nesse instante, Linda apareceu e a tensão desanuviou. Eli­zabeth estava salva. Mas, antes que ela começasse a se sentir aliviada, encontrou o olhar perturbador de Constantine.

— Tenha cuidado, senhorita. Posso ser um ótimo amigo. Mas não sou um bom inimigo.

Elizabeth pensou que não iria apreciar o passeio, depois do ocorrido, mas estava errada. Apesar de Alex não ter tentado nem por uma única vez aproximar-se demasiado dela, estava se comportando como um perfeito cavalheiro.

Eles começaram o passeio pela Villa de Vouliari, e Eliza­beth, sentada confortavelmente no banco traseiro da Mercedez conversível, admirava-o quando ele cumprimentava todas as pessoas que encontravam.

A vila era um local calmo e bonito, e as casas pintadas de branco. No porto havia poucos barcos, e após passarem pelo centro da vila chegaram às plantações de uva. A vista dali era maravilhosa, com as parreiras repletas.

Alex parou numa taberna típica para tomarem um café.

— Bonito, não? — Linda indagou, aproximando-se de Eli­zabeth.

Nas últimas horas Elizabeth tinha ficado calada, deixando que Linda se tornasse o centro da atenção de Alex, que pouco a pouco se sentia à vontade na presença da garota.

Ao sentarem-se à mesa, ela notou que Alex a olhava fixa­mente, enquanto Linda admirava tudo à sua volta.

Meu Deus! O que devo fazer?, perguntou-se, confusa. Não conseguia tirar os olhos dele. Será que estava se apaixonando por Alex Thiarchos? Não, não podia ser! Aquilo não podia estar acontecendo com ela!

— Sim, é lindo — murmurou.

— Fico feliz que esteja se divertindo — Alex falou. E, aproveitando o clima de amizade reinante, perguntou: — O que pretende fazer de agora em diante, Linda?

— Bem... quero tirar meu diploma.

— E depois?

— Procurar um emprego, acho.

— Você não consideraria a hipótese de trabalhar na firma da família de seu marido, não é?

— Trabalhar... você quer dizer... aqui?

— Se quiser... Pode ser em Londres. Você escolhe.

— Oh... eu não havia pensado nisso.

— Então, pense — Alex disse, tomando o último gole do café. — Vamos pedir mais um?

Elizabeth recusou, sabendo que no seu estado deveria evitar qualquer tipo de abuso. Alex levantou-se para fazer o pedido e Linda, aproveitando sua saída, chegou mais perto de Elizabeth.

— E agora? O que devo fazer?

— Refere-se ao emprego?

— Claro!

— Isto é uma decisão que só você pode tomar. Precisa ver se realmente quer continuar a ter qualquer espécie de relacio­namento com essa família.

— Devido ao que Tony disse?

— Não. — Elizabeth não queria ser acusada de influenciá-la. — Se acha que vai gostar de trabalhar para os Thiarchos, então vá em frente. Se não der certo, peça demissão, depois.

— Sim, é isso mesmo. — Linda concordou. — Mudei de opinião a respeito do avô de Tony. E o pai dele é realmente uma boa pessoa.

— Você acha?

— Por quê? Você não acha?

— Eu... não o conheço direito — ela mentiu, sentindo o sangue subir ao rosto. — Ah, aí está ele com seu café.

— Vai mudar de idéia? — Alex perguntou.

— Eu... não. Obrigada — Elizabeth respondeu, sorrindo. Alex voltou a cabeça na direção de Linda.

— Conte-me mais algumas coisas sobre Tony. Queria saber um pouco mais sobre os últimos meses de vida de meu filho.

— O que quer saber?

— O que quiser contar.

— Quer saber se eu o induzi a consumir drogas, não é? — Linda perguntou, com sarcasmo.

— Não. Sei que ele já havia parado com isso, antes de vocês... bem... antes de... passarem a morar juntos.

— E é verdade.

— Eu não disse que não era — Alex retrucou.

— Não, não disse.

— Por isso ficou com receio de se envolver com nossa família? Pensou que fôssemos acusá-la de alguma coisa?

— Sim... Devo confessar que cheguei a pensar nisso.

— Mas aposto que não foi a única razão — Alex disse, encarando-a.

— Não.

— Quer me falar sobre isso?

— Não. — Linda balançou a cabeça para enfatizar a res­posta.

— Por que não? Está com medo de mim?

— É claro que não!

— Então o que é?

— Não é fácil. — Linda olhou para a amiga, como se pedisse socorro. — Eu mesma não sei se ainda acredito nisso.

— Acredita no quê? — Alex insistiu.

— Acho que deveria contar tudo ao pai de Tony... Tudo o que me contou — disse Elizabeth colocando sua mão sobre a de Linda.

— Acha mesmo? Mas... e se... Tony... estivesse mentindo? E se as cartas não forem verdadeiras?

— E daí? Isso certamente o ajudará a entender o desespero de Tony.

— Acho que estão falando sobre as cartas que meu pai escreveu a Tony, não é? — Alex falou depois de um momento de hesitação.

— Você sabe sobre elas? — Elizabeth indagou, surpresa. 

— Eu só sei que elas existem, mas não sei o conteúdo.

Linda respirou fundo.

— Bem... Tony ficava arrasado quando as recebia. Costumava lê-las para mim e pareciam horríveis. Estavam escritas em grego, de modo que eu mesma não as li.

— Você ainda tem essas cartas? — Alex indagou, como se lhe tivesse ocorrido uma idéia.

— Não todas elas.

— Mas ainda tem algumas, não?

— Tenho uma que chegou uma semana antes... antes de ele morrer — admitiu Linda, relutante. — Ele costumava... costumava queimá-las depois de ler. Mas encontrei essa e uma outra debaixo do nosso colchão.

— Você as trouxe consigo?

— Não sei... talvez. Por quê?

— Porque eu gostaria de, lê-las. Por favor, preciso saber o que meu pai costumava escrever ao meu filho.

Linda olhou para Elizabeth. — Eram as cartas de Tony.

— Mas ele está morto, Linda. Que mal pode haver nisso?

— Bem... se pensa assim...

— Você trouxe as cartas, Linda? — Alex insistiu.

— Creio que sim. Lembro-me de tê-las guardado na minha bolsa, quando comecei a suspeitar de algo errado na morte de Tony. Ainda devem estar lá.

 

 



  

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