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CAPÍTULO UM 10 страница



Olívia fechou os olhos e os abriu outra vez, encon­trando o olhar dele ainda no seu.

— Oh, Christian... — começou, bastante segura de que não podia agüentar isto em seu presente estado de espírito.

— Não — ele a interrompeu, agarrando sua mão no­vamente. — Me escute, querida, eu lhe peço. Você está viva. Isso é tudo o que importa. Eu acho que não pode­ria continuar se... se algo tivesse acontecido com você.

— Christian...

Teria sido fácil ceder e deixá-lo fazer as coisas do jeito dele. Ele só queria o direito de cuidar de sua filha.

— Lamento — disse ela finalmente, encolhendo-se quando ele automaticamente a segurou com mais força. Por um momento, as palavras de Luis voltaram à sua mente, mas ela não podia deixar que alguma coisa a afastasse de seu objetivo. — Eu... eu aprecio sua preocupação, aprecio de verdade, mas não posso mu­dar o que sinto.

Os lábios de Christian se contorceram.

— Você ainda me odeia.

— Eu nunca odiei você, Christian.

— Mas você não vai me perdoar nunca pelo que aconteceu, não importa o que você diga.

— Isso não é verdade. Eu contei para você, semanas atrás, que ambos éramos culpados pelo que aconteceu. Olhe, por que você não é honesto e me conta realmente a razão para ter vindo?

Christian franziu as sobrancelhas.

— A verdadeira razão? — Por um momento ele pa­receu confuso, mas depois seu rosto se iluminou. — Ah, sim. — Ele soltou o pulso dela e se levantou. — Eu lamento muito que você tenha perdido o bebê — ele declarou formalmente. — Mas era de se esperar. Tudo o que podia dar errado, deu errado, não foi assim? — Ele não notou a expressão estupefata no rosto dela e continuou, cansado: — Mas isto nunca teve a ver com o bebê, querida. — Olívia só podia olhar fixamente para ele, incrédula e, por fim, ele se deu conta de que algo não estava certo. — O que houve? — perguntou ele ansiosamente, apoiando as mãos na beira da cama e se debruçando sobre ela. — Por Dios, eu não quis perturbar você. Cla­ro que falar sobre o assunto a perturbaria, naturalmen­te. Você está tão pálida, querida. Relaxe. Eu vou en­contrar uma enfermeira...

— Não! — De algum jeito, ela conseguiu soltar a palavra e estendeu a mão para detê-lo. Ele a agarrou entre as suas, mas continuava olhando apreensivo em direção à porta. — O que você disse sobre o bebê? — perguntou ela com a voz rouca. — Por favor, é im­portante! Quem falou para você que o bebê tinha mor­rido?

— Oh, caramba, você não sabia — exclamou ele, seu rosto empalidecendo. — Dios, o que posso dizer? Eu pensei que você sabia...

Olívia apertou-lhe os dedos para que parasse.

— Quem lhe falou isso? — ela exigiu saber, e ele gemeu e se afundou no seu lado da cama como se já não conseguisse suportar seu próprio peso.

— Luis — ele respondeu, exausto.

Os olhos de Olívia estavam cheios d'água quando percebeu que tinha havido um mal-entendido entre ele e seu enteado. Ela não achava que Luis o tivesse indu­zido em erro deliberadamente, mas podia adivinhar que a conversa deles não teria sido a mais amigável. E Luis devia ter ficado zangado quando descobriu que Christian era o pai da criança.

Segurando a mão de Christian com força, ela disse baixinho:

— O bebê não está morto. Você tem uma filha. Eu não sei como Luis explicou para você, mas, é verdade, ela está bem. E se eu pareci chocada é por você ter vindo aqui acreditando que eu tinha perdido o bebê. Eu pensei que você se importava com o bebê, não comigo.

Christian estava confuso.

— O bebê está vivo? — perguntou ele sem expres­são.

— Sim.

— Ela está bem?

— Ela é linda. Você pode ver com seus próprios olhos. — Ela fez uma pausa. — Se você quiser, eu cha­mo a enfermeira e ela o leva para vê-la.

— Espere. — As mãos de Christian agarrando outra vez as dela, fizeram-na parar. — O que você quis dizer com ter ficado chocada por eu ter vindo ver você e não a criança? — Ele balançou a cabeça. — Você não sabe que eu estava esperando que você, uma vez na vida, precisasse de mim?

— Você está falando sério? — Christian esboçou um sorriso.

— Bem, você ouviu tudo isso antes, querida. Não sei que mais posso lhe dizer.

Olívia apertou os lábios, olhando trêmula para ele.

— Continue falando isso — ela murmurou insegura. — Luis pode me ter feito o maior favor do mundo.

Christian franziu as sobrancelhas, mas quando a mão macia de Olívia pousou em seu rosto, ele rapida­mente virou a boca para a sua palma.

— Você acredita em mim se eu lhe disser que a amo? — perguntou ele com voz rouca. — Dios, queri­da, eu sempre vou amar nossa filha porque ela nos uniu novamente. Mas eu nunca amarei ninguém tanto como amo você...

 

 

EPÍLOGO

 

 

Christian passou com seu carro pelos portões da casa que tinha comprado em Boca Raton. Os portões se fecharam automaticamente, e ele acelerou pelo longo caminho de cascalho. A casa surgiu, uma construção imponente, com bastante espaço para sua crescente fa­mília.

Fazia mais de um ano que Olívia tinha dado luz à filha deles, Emily, e apenas três semanas desde que seu filho, Sebastian, nascera. Ele ainda podia sentir seu pulso acelerando ao lembrar-se de como tinha ficado apreensivo quando Olívia lhe contara que estava grávi­da outra vez.

Mas Olívia permanecera calma durante toda a gravi­dez e sua segunda criança não causara quaisquer pro­blema. Ao contrário de Emily, que estava se tornando uma pestinha, Sebastian chegara com uma quantidade mínima de estardalhaço.

Susannah agora tomava conta de Emily, e era óbvio que sua antiga governanta adorava ambas as crianças. Christian tinha ficado feliz em concordar quando Olí­via sugeriu que ela viesse com eles para a Flórida. Enquanto se recuperava do nascimento de Emily na casa de San Gimeno, ela e Susannah tinham se tornado mui­to próximas.

Claro que ela sabia que a mulher caribenha nunca se perdoara por ter deixado Olívia sozinha naquela noite, quando teve de ir sozinha para o hospital. Devia ter ficado, tinha falado logo que chegou ao hospital com as lágrimas escorrendo pelas faces. A própria reação de Christian, quando ouvira a história, tinha sido dar gra­ças a Deus por ter alugado o jipe. Mas Susannah não sabia dirigir.

Porém, fora essas ansiedades, Christian nunca se sentira mais feliz. Ele amava sua esposa e sabia que ela sentia o mesmo em relação a ele. Estes últimos treze meses tinham provado que eles estavam destinados um ao outro.

Christian diminuíra sua carga de trabalho e, pela pri­meira vez desde que começara a trabalhar com Tony, estava ansioso pelo dia em que Luis seria suficiente­mente adulto para assumir a direção da Corporação Mora. Claro que ainda gostava de seu trabalho, mas este deixara de ser o ponto central de sua existência.

Atrás de uma varanda coberta de flores, portas du­plas se abriam para uma entrada espaçosa. Aqui, o teto no estilo de átrio se erguia a mais de quinze metros do chão até uma cúpula de vidro. Um lustre de cristal esta­va suspenso de um ponto central e à noite lançava pris­mas de luz em todas as direções. Mas agora entardecia e o sol ainda lançava uma sombra dourada no chão de mármore brilhante.

— Oh, senhor Rodrigues! — Uma jovem empregada filipina veio saudá-lo, pegando seu paletó e pasta e lhe oferecendo um sorriso de boas-vindas. — Não o espe­rávamos tão cedo. Sua esposa ainda está descansando. Quer que vá lhe avisar que chegou?

— Eu faço isso — respondeu Christian com convic­ção, indo em direção às escadas. — Onde está Susannah? Pode dizer a ela que che­guei?

— Ela está no jardim com a Emily — respondeu a empregada enquanto ele chegava ao primeiro patamar. — Devo dizer que o senhor quer vê-las?

— Agora não — disse Christian secamente, anteci­pando com grande prazer uns momentos a sós com sua mulher.

A empregada se retirou. Christian galgou os de­graus que faltavam e andou com firmeza ao longo da galeria do primeiro andar até seu quarto. Abriu a porta da suíte com cuidado. Se Olívia estava descansando, não seria justo incomodá-la. Mas quando abriu a porta do quarto, ele parou. Olívia estava já desperta, sentada na poltrona ao lado da cama, com Sebastian mamando esfomeado.

— Ei — disse ele baixinho, e ela olhou para o outro lado do quarto, surpresa.

— Ei para você também — respondeu ela em voz baixa, seu sorriso aberto dando-lhe as boas-vindas. — O que está fazendo em casa tão cedo?

— Talvez tivesse a esperança de fazer o que nosso filho está fazendo — ele respondeu, caminhando leve­mente pelo quarto e se curvando para beijar a mulher.

Seus olhos se escureceram instintivamente logo que sua boca se abriu para ele e foi com esforço que ele se soergueu e deitou na cama.

— Ele está quase acabando — disse Olívia no intui­to de confortá-lo, olhando rapidamente para Sebastian. — Mas ele é um menininho esfomeado. Esta é a quarta vez que mama hoje.

— Desde que não esteja cansando você — falou seu marido, inclinando-se à frente e deixando que os pe­quenos dedos de Sebastian se fechassem em volta de um dos seus. Então ele olhou para Olívia. — Eu quero você para mim.

Os lábios de Olívia se mexeram.

— Está com ciúmes?

— Deste carinha aqui? — O sorriso de Christian a desafiava. — Sim, por que não? Sinto muito ciúme.

— Não tem de sentir, você sabe — murmurou Olí­via, estendendo a mão livre em sua direção, estreme­cendo de satisfação quando ele deu um beijo molhado em sua palma.

— Eu acredito em você — ele falou, levantando da cama e tirando a gravata de seu colarinho. — Sabe, acho que vou tomar um banho enquanto você acaba. Lá fora está fazendo um calor infernal.

— Leve o tempo que quiser — disse Olívia, e Chris­tian foi até o banheiro, tirando sua camisa e sapatos no caminho. Ele lhe lançou um sorriso malandro antes de fechar a porta. A expectativa podia esperar até ela estar livre. De fato, só acrescentava a excitação, mas uma ducha refrescante ia ser bom para acalmar seu sangue quente. Só por um momento, ele deixou que sua mente vagueasse até a noite em que ele recebera aquela cha­mada anônima. Nunca descobrira quem a tinha feito. Mas, sugestivamente, ficou sabendo que esse tinha sido o momento em que Emily nascera, e ele escolheu pensar que tinha sido a necessidade de Olivia tentando alcançá-lo.

Ainda estava ali, de pé, permitindo que o jato de água descesse sobre seu corpo, quando a porta do boxe se abriu e Olívia se juntou a ele.

— Permita-me — disse ela, contornando seu corpo para pegar o sabonete, e ele sentiu seus seios macios contra suas costas. Ela começou ensaboando sua cintu­ra e nádegas, mas Christian descobriu que a água fresca tinha poderes limitados.

— Dios — ele gemeu quando as mãos dela escorre­garam em volta de sua cintura e começaram ensaboan­do sua barriga. Seu membro, já ardendo de desejo, se ergueu ao toque das mãos dela. Virando-se, ele pegou o sabonete e retribuiu o favor, esfregando os braços e ombros dela. Então, inclinou a cabeça e aflorou com a boca um mamilo ainda cheirando a leite.

O gemido de prazer dela era quase demasiado para ele, mas quando ela pegou sua mão para tirá-lo da du­cha, ele a segurou.

— Qual o problema em ficarmos aqui mesmo? — ele perguntou, pegando as nádegas dela com as mãos e levantando-as contra os painéis de vidro. Então, com todo o cuidado, ele deixou que ela descesse sobre si e ela instantaneamente se acomodou sobre seu membro.

— Christian —- sussurrou ela —, isso é uma delícia.

— Você está bem? Não a estou machucando?

— De jeito nenhum — disse ela tremendo, puxando sua cabeça para trás para dar a ele acesso total. — Oh, sim, Christian, por favor. Faça isso outra vez.

Uma hora depois, eles estavam descansando no luxo sereno de sua cama de dossel.

— Está com sono? — perguntou Christian, prenden­do uma madeixa molhada do cabelo dela atrás da ore­lha, e Olívia se esticou voluptuosamente.

— Saciada — ela o corrigiu docemente. — Você deve voltar para casa mais cedo todo dia. Isto foi di­vertido.

— Você não vai dizer isso quando quiser continuar com sua nova história de Dimdum — Christian a lem­brou. Sua primeira história foi aceita pelo quarto edi­tor, e no momento, estava tendo um sucesso moderado.

— Oh, eu não tenho pressa em continuar as aventu­ras de Dimdum — Olívia admitiu. — Agora que tenho meus próprios filhos, posso contar minhas histórias para eles. Talvez quando forem mais velhos, quando você estiver farto de mim, eu faça alguma coisa que me dê orgulho de mim mesma novamente.

— Eu nunca me fartarei de você — Christian asse­gurou-lhe com convicção. — Dios, querida, quando eu penso como estive próximo de lhe perder, fico até agoniado. Eu amo você. Eu sempre amarei você. Nunca, nunca mesmo, duvide disso. Você é o que eu sempre quis. Você é minha esposa, a mãe dos meus filhos, e a minha vida.

 

FIM

 

Foi nos braços do magnata sul-americano Christian Rodrigues que Olívia encontrou o conforto e a paixão que tanto necessitava. E também algo mais: o filho que sempre desejou.

Mas Olívia tinha boas razões para esconder sua gravidez do mundo e principalmente de Christian. Porém não contara coro a determinação dele para encontrá-la e continuar o relacionamento. Talvez Olívia ainda pudesse manter a existência do seu bebê em segredo, mas, para isso teria de renunciar ao amor de Christian.

 



  

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