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A Força do Desejo 10 страница— Como você me encontrou aqui? Ela respirou fundo para acalmar os nervos tensos. — Ah, você nem imagina como foi difí cil! O rosto magro refletia a irritaç ã o e o coraç ã o dela afundou. — Foi Bolt que mandou chamá -la? — Nã o. Claro que nã o. — Helen aproximou-se da cama, morrendo de vontade de tocar na mã o morena que estava pousada em cima da colcha. O casaco do pijama estava aberto no pescoç o e ela podia avistar os pê los no alto do peito. Era um pensamento devastador lembrar-se que o abraç ara há algumas semanas atrá s, que estivera apertada contra seu corpo forte e musculoso, e desejava ardentemente que isso se repetisse de novo. — Fui até sua casa e fiquei sabendo que você estava em Londres. — Você foi até minha casa? — perguntou Dominic surpreso, vencido pela curiosidade. Helen aproveitou isso e acrescentou: — Eu queria vê -lo de novo. — Por quê? Para quê? — Você sabe por que. — Ela estendeu a mã o para segurar nos seus dedos, mas ele recuou o braç o. — Você sabe que nã o adianta - disse Dominic com frieza. — Eu deixei as coisas bem claras da ú ltima vez. Você e eu nã o temos mais nada para dizer um ao outro. — Eu nã o acredito. . . — Isso nã o faz diferenç a! — Depois de uma pausa: — Como você encontrou o endereç o do hospital? Eu nã o disse a ningué m, a nã o ser ao Bolt. — Meu pai me seguiu quando eu voltei à sua casa - disse Helen hesitante. — Seguiu? O que você quer dizer com isso? — Ele mandou um investigador me seguir. Eu contei a você como papai é. Obrigou-me a dizer onde eu tinha estado quando voltei. — Por que você nã o disse que se hospedara num hotel? — Eu disse. Mas ele já tinha se informado no hotel. Depois disso... — ela fez um gesto de desâ nimo. Dominic apertou as mã os com impaciê ncia. — Foi esse investigador que encontrou a clí nica? — Foi. Mas papai nã o sabia até entã o quem você era. Eu fui obrigada a contar. — Você contou para ele? — exclamou Dominic com os olhos apertados. — Nã o havia outro jeito. Se nã o contasse, ele nã o daria o endereç o da clí nica. Dominic olhou para a janela aberta do quarto. — Foi só isso que aconteceu? — O que mais você queria? — Nã o foi esse investigador que foi até minha casa, que descobriu o endereç o do hospital e que tirou as devidas conclusõ es? — Eu nã o entendo onde você quer chegar. — Vamos falar claramente. Você nã o pensou que eu ia operar a perna por sua causa? Nã o foi por isso que você me procurou aqui? — Como eu podia pensar uma coisa dessas? — exclamou Helen atô nita. Mas ela tinha pensado exatamente isso, como a expressã o profunda do seu rosto dizia. — Com quem você falou depois que chegou aqui? — Com ningué m. — Bom. Eu nã o quero que você comente minha doenç a com ningué m, estamos entendidos? Meu caso nã o diz respeito a ningué m. Sinto muito decepcioná -la, mas, quando sair daqui, nã o vou usar minha nova liberdade para procurá -la. — Sua nova liberdade? — Exatamente. Você nã o sabe, mas a operaç ã o foi um sucesso. Eu vou estar novo daqui a alguns meses. É pena que você nã o esteja presente para tomar parte na festa... mas vou lhe mandar um cartã o postal da Fló rida... ou da Jamaica! Helen estava completamente perplexa de espanto. O que ele estava dizendo? A operaç ã o fora realmente um sucesso? Nã o iria mais mancar quando saí sse do hospital? Mas Bolt nã o dissera alguns minutos antes que a deformaç ã o do osso nã o podia mais ser endireitada? Sentiu uma â nsia de vô mito. Um dos dois estava mentindo deliberadamente. Mas qual dos dois? E que importâ ncia isso tinha de qualquer maneira? Dominic nã o a queria de volta, ele deixara isso perfeitamente claro, mas ela tinha que enfrentar a situaç ã o. Iria enfrentar. Nã o sucumbiria ao pranto diante dele. Isso seria a ú ltima coisa que faria. Afastou-se vacilante sobre o tapete macio do quarto. Ao aproximar-se da porta, antes de girar a maç aneta, ouviu a voz dele nas suas costas. — Nã o faz mal que seu pai tenha descoberto minha existê ncia. Quando você contar o que aconteceu, ele nã o vai divulgar essa notí cia a ningué m... Helen lanç ou um ú ltimo olhar por cima dos ombros. Havia linhas de cansaç o em volta da boca e dos olhos. Dominic emagrecera nas ú ltimas semanas e perdera muito de seu ar saudá vel de antes. Ah, que diferenç a fazia? Por que ela se importava tanto com ele? Que ele levasse a vida que quisesse! Nã o iria nunca mais procurá -lo. CAPITULO X Bolt felizmente nã o estava na entrada quando ela saiu. Com a cabeç a tonta, tomou um tá xi e deu o endereç o de casa. No meio do caminho, no entanto, mudou de direç ã o e foi diretamente para o cais do rio Tamisa. Notou que o motorista do tá xi olhou-a com suspeita quando desceu do carro perto da ponte de Westminster, como se ela estivesse decidida a cometer uma loucura. A tentaç ã o foi grande quando se debruç ou sobre o parapeito da ponte e contemplou as á guas turvas que corriam lentamente no leito do rio. Nunca se sentira tã o deprimida na vida, e a lembranç a de que o pai estava esperando por ela, aguardando uma decisã o, encheu-a de angú stia. Nã o queria conversar com ningué m sobre o encontro com Dominic, mas nã o parecia haver outro jeito. O movimento dos carros nas ruas foi diminuindo lentamente, enquanto ela caminhava sem destino ao longo do cais. Entrou finalmente num bar e pediu um chá. Eram quase oito horas quando rumou para casa. No momento em que o tá xi fez a volta na pracinha e parou diante do portã o de casa, atrá s do Mercedes cinza, Philip desceu correndo a escada e segurou-a pelos braç os com o olhar aflito. — Ah, graç as a Deus! — exclamou, levando-a para dentro. — Você quer me matar do coraç ã o? — O que aconteceu? — O que aconteceu? — exclamou Philip com vivacidade. — Helen, faz duas horas que você saiu do hospital! — Você telefonou para lá? — Claro que telefonei. Onde você estava? — Fui dar uma volta a pé... pelo cais do Tamisa. — Pelo cais do Tamisa? — repetiu o pai, branco como cera. — Meu Deus, você nã o estava pensando em... — Pensei exatamente isso - murmurou de cabeç a baixa. — Ah, papai, estou tã o infeliz! E explodiu no choro. Duas horas mais tarde, à s dez e trinta da noite, a campainha da frente tocou. Helen estava deitada, sem conseguir dormir, contudo, apesar de ter tomado os dois comprimidos que o pai lhe dera antes de levar Isabel a um jantar de cerimô nia em casa de uns amigos. Depois da volta para casa, aquela noite, Helen mudara de opiniã o a respeito de seu pai. Ele fora tã o delicado, atencioso e compreensivo que ela reconheceu com gratidã o que Philip se interessava tanto por seu bem-estar quanto ela pró pria. Ao ouvir a campainha da porta tocar, sentou-se na cabeceira da cama e olhou para o reló gio. Eram quase dez e meia. Quem poderia ser? A menos que houvesse acontecido alguma coisa com seu pai e Isabel... Levantou-se da cama à s pressas, vestiu o robe verde-claro por cima da camisola e foi atender. Bessie tinha saí do e ela estava sozinha em casa. Nã o lhe passou pela cabeç a no momento que podia ser um ladrã o ou algué m mal-intencionado. Desceu rapidamente a escada, atravessou o hall de entrada e abriu a porta da frente, que tinha uma corrente de seguranç a. Deu uma exclamaç ã o de susto e de surpresa, ao mesmo tempo. Apoiado na bengala, do outro lado da porta, estava Dominic. O rosto estava mais abatido do que quando o vira algumas horas antes na clí nica. — Você estava dormindo? Eu a acordei? Desculpe... mas preciso muito conversar com você. Helen passou a lí ngua nos lá bios ressequidos e levantou o trinco da porta. Afastou-se um passo e escondeu-se atrá s do painel da porta, quando se lembrou que estava de camisola de dormir por baixo do robe. — Eu me visto num minuto! — disse com afobaç ã o. — Nã o precisa! — Ele estendeu a mã o e segurou-a pelo pulso no momento em que ela passou na sua frente. Examinou-a rapidamente com um olhar de admiraç ã o. — Você está bem assim. Ela corou e abaixou os olhos. — Onde podemos conversar? Sentados, de preferê ncia... — Vamos até a sala. Você nã o quer se apoiar em mim? Os olhos dela estavam muito abertos e aflitos quando notou a expressã o de dor que estava latente no rosto dele. — Nã o é preciso - disse Dominic, caminhando com dificuldade ao atravessarem o saguã o. Helen acendeu as luzes da sala e parou um instante perto da porta, enquanto Dominic dirigiu-se ao sofá de veludo e sentou-se ali com um suspiro de alí vio. Examinou-a de novo, mais demoradamente, e Helen abaixou a cabeç a, sem jeito. — Vou vestir uma roupa - insistiu. — Se você faz questã o. Mas eu gosto mais assim. Helen fitou-o atentamente, esquecendo-se no momento de sua aparê ncia. — Por que você me procurou? — perguntou com a voz hesitante. Ele se ajeitou no sofá, com um sorriso irô nico nos lá bios, como se o sofrimento que lhe causava a posiç ã o vertical tivesse sido esquecido momentaneamente. Helen fitava-o em silê ncio, pensando consigo mesma que nunca se fartaria de olhar para ele — para os traç os angulosos do rosto, os cabelos louros quase prateados que caí am em cima da testa, para a curva sensual da boca... — Sente-se aqui - disse Dominic, apontando para o lugar no sofá ao seu lado. — Vou contar por que vim aqui. Helen deu dois passos hesitantes e depois parou. 0 que estava fazendo? O que ele pretendia? Por que fora à sua casa? Era uma outra maneira de magoá -la? — Dominic... —balbuciou, com a voz sumida. Ele estendeu o braç o e segurou-a pelo pulso, puxando-a com firmeza na sua direç ã o. Ela sentiu o calor de seu corpo, a forç a de suas mã os apertando sua carne; no instante seguinte, ele a cobriu de beijos e a deitou sobre as almofadas do sofá com uma urgê ncia que nã o admitia recusa. O peso do seu corpo nã o causava dor nem incô modo; pelo contrá rio, era uma sensaç ã o de puro prazer sensual, e os lá bios dela se abriram espontaneamente, enquanto todo seu corpo cedia à pressã o do dele. Os dois se esqueceram do tempo. Quando Dominic a soltou finalmente, seus olhos estavam vidrados com a intensidade da emoç ã o que experimentava. Forç ou-se a levantar do sofá e afastou-se alguns passos com relutâ ncia. — Aqui nã o, Helen. Nã o desse jeito. Seu pai pode voltar a qualquer momento do jantar... Helen moveu-se lentamente, como se acordasse de um sono profundo. — Nã o tem importâ ncia - sussurrou, estendendo a mã o para tocar no seu rosto. — Eu o amo, Dominic... Ele segurou a mã o estendida e beijou-a na palma, com carinho. — Você tem certeza? Ela balanç ou a cabeç a. No momento seguinte, lembrou-se das palavras anteriores dele e abriu os olhos espantada, apoiando-se nos cotovelos. — Foi papai que o convidou a vir aqui? Dominic soltou a mã o dela e sentou-se no sofá. — Nã o. Pelo que eu saiba, ela nã o aprecia muito a idé ia de nosso casamento. Helen ajoelhou-se no sofá. — O que foi que você disse? — O que você ouviu, amor - murmurou Dominic com um sorriso irô nico nos lá bios. — Eu també m gosto muito de você! Você duvida? — Você... gosta... de mim? — Os lá bios dela tremeram, o corpo inteiro estremeceu com uma emoç ã o incontrolá vel. — Ah, Dominic, Dominic, por que você nã o me disse isso antes? No momento em que ela se atirou nos braç os dele, afundou o rosto no seu peito, agarrou-se sofregamente nele, as lá grimas de felicidade e de alí vio rolaram espontaneamente pela, face. — Nã o chore, nã o chore! — disse Dominic estreitando-a nos braç os e beijando as lá grimas que escorriam dos olhos. — Nó s precisamos conversar primeiro... temos muita coisa para acertar ainda. Ela fungou e enxugou os olhos com as costas dos dedos. — Está bem, nã o vou chorar mais. — Sentou-se no sofá com as pernas cruzadas, de frente para ele. — Pronto. O que você vai me contar? Como você encontrou com meu pai? — Pois é, eu vi seu pai no fim da tarde. Ele estava muito aflito com o efeito do nosso relacionamento. Entendo agora como ele se sente. Ele gostaria que você encontrasse algué m mais conveniente para marido... — Nã o diga isso! — exclamou Helen, colocando o dedo nos seus lá bios. — Eu nã o quero saber como papai pensa. É você que eu amo. — Ela inclinou a cabeç a. — Bolt me falou da operaç ã o... — Eu sei - murmurou Dominic. — Como você sabe? Ele disse? — Ele acabou confessando... — Você ficou com raiva dele? — Só podia! — Dominic puxou-a para junto de si novamente. —Ah, Helen, eu fiz tudo para esquecê -la! Juro que fiz. Tentei me convencer de que nã o podia forç á -la a viver com um aleijado o resto da vida, mas depois... esta noite... — Ele balanç ou a cabeç a e afundou o rosto no ombro dela. — Quando Bolt me contou que você sabia de tudo, antes de me visitar no quarto... — Ele Segurou o rosto dela nas duas mã os, em forma de concha. — Eu pensei realmente que você tinha a esperanç a que eu estivesse bom... curado... Helen escorregou o braç o em volta do seu pescoç o. — Você está bom! Ah, Dominic, meu amor por você nã o depende de você mancar ou nã o! Eu nã o me importo. Eu amo você assim mesmo. — Seus lá bios tremeram. — Apesar da maneira Como você me tratou... A boca dele acariciou a sua. — Foi tã o ruim assim? — Nã o, nã o foi - confessou Helen com um leve rubor no rosto. — Houve momentos maravilhosos... — Eu quase perdi a cabeç a aquela manhã na sauna. Nã o devia ter deixado você me fazer massagem. Foi um golpe baixo... — Você nã o gostou? — Demais. Eu queria que você repetisse o tratamento de novo um dia... — Todos os dias, se você quiser - murmurou, com os olhos brilhantes. — Infelizmente, Bolt vai ter que continuar com essa obrigaç ã o... Você se importa? — Nã o, nem um pouco. — Ela deu um suspiro fundo. Tudo parecia tã o maravilhoso que nã o podia acreditar. — Onde vamos morar? Naquela casa? — É muito longe de Londres. — E daí? — acrescentou ela. — Você nã o prefere estar mais perto? — Nã o me diga que você quer morar na cidade! — Se você preferir... — E você? O que você prefere? Ele tocou de leve com a ponta do dedo no queixo fino. — Eu nã o quero afastá -la dos seus amigos e amigas, de sua famí lia... Pois eu gostaria de morar naquela casa! — disse Helen com sinceridade. — Nã o há nada mais gostoso do que morar lá no meio do mato... com você. A expressã o dos olhos dele se encobriu e, durante alguns instantes, o silê ncio perdurou na sala sombria. Ele acordou finalmente de seu devaneio e afastou-a com relutâ ncia dos braç os. — Talvez fosse bom você se vestir. Seu pai deve estar de volta e nã o seria conveniente que a encontrasse nesses trajes. Quem sabe? Pode ser que ele concorde com o pedido...
Seis meses depois, Helen desceu a escada da casa antiga onde conhecera Dominic. Era uma tarde gloriosa de setembro. Ela estava especialmente encantadora aquele dia, e o vestido amplo que usava encobria a crianç a que esperava para breve. Olhou para o alto da escada, mas nã o viu sinal de Isabel nem de seu pai. Entrou por isso na sala de estar e mirou-se rapidamente no espelho do corredor com um sorriso de contentamento. Dominic estava no escritó rio misturando alguns drinques no momento em que ela entrou, alto e atraente no dinner-jacket de veludo. Ele se recuperara completamente da operaç ã o e nã o necessitava mais andar de bengala, como no iní cio. Fitou-a com um olhar penetrante e deixou de lado o que estava fazendo para aproximar-se dela e estreitá -la nos braç os, com um gesto possessivo. — Você está especialmente linda esta noite - murmurou no seu ouvido. — Vai contar a novidade aos dois? Helen recuou um passo e sorriu. — Que eles vã o ser avó s daqui a cinco meses? — Isabel provavelmente já adivinhou. Você nã o percebeu o jeito como olhou para você no momento em que chegou? O vestido comprido pode ser acidental, mas você está começ ando a ter um ar diferente... um nã o sei o que... — Você se importa com isso? Ele a estreitou nos braç os e afundou o pescoç o no seu colo. — Bem, eu confesso que preferia ter você para mim por mais algum tempo - disse com a voz abafada pelos cabelos soltos. — Mas como eu sou o culpado... — Desceu as mã os para as cadeiras. — Você me faz perder a cabeç a. As precauç õ es foram para o... — Foram por á gua abaixo - corrigiu Helen passando os braç os em volta do seu pescoç o. — Ainda bem que Bolt está aí para cuidar de mim! — disse Dominic, afastando a cabeç a do seu colo. — Ah, tem algué m se aproximando. Por que voltamos para casa? Eu nã o gosto de dividir você com os outros... - Querido, nó s passamos quatro meses fora. Papai queria me visitar e ver pessoalmente se eu estava feliz. — Eu sei. Nã o há de ser nada. — Voltou para perto do bar. — O que vamos dizer a ele? Que eu bato em você? Que eu tornei sua vida miserá vel? — Como se ele fosse acreditar! — exclamou Helen, esticando os braç os no alto da cabeç a. Os olhos de Dominic desceram para sua barriga. — Talvez nã o. Helen deu uma risada e. no instante seguinte, ouviram uma batida leve na porta. — Pode entrar, Bolt. O criado simpá tico entrou na sala com hesitaç ã o, mas o sorriso cordial que lanç ou para Helen transparecia sua aprovaç ã o pelo bom relacionamento dos dois. — A que horas vou servir o jantar? — perguntou cerimoniosamente. Dominic olhou para o reló gio. — Daqui a uma meia hora, por favor. Ah, por falar nisso, você já lavou fraldas na sua vida? As sobrancelhas negras de Bolt, os ú nicos pê los que tinha na cabeç a, ergueram-se em sinal de surpresa. — Nã o me diga que... — Isso mesmo! — interveio Helen com um sorriso. — E nó s queremos que você seja o primeiro a saber. A expressã o de Bolt foi de alegria visí vel. — Parabé ns e muitas felicidades aos dois! — exclamou, apertando a mã o de Dominic. Dominic estendeu-lhe um copo da bebida que preparava no bar. — Vamos beber os trê s juntos. Nã o é todos os dias que posso me congratular de ser pai! Bolt segurou o copo e levantou-o na direç ã o dos dois. — À nova geraç ã o que vem aí! FIM
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